sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

El Duende

“El Duende” é um espetáculo que une dança, música e teatro. Dessa união nasce uma história contada em forma de opereta com composições autorais – da Farrucos Centro Flamenco – e letras populares tradicionais do flamenco.
No alto de uma encosta, localizada em algum lugar do sul da Espanha, durante a década de 20, uma taberna chamada “El Pelicano” será palco de uma história de ganância, paixão, vingança e desejo.
Amanhece. As quatro camareiras da Taberna, preparam o local para mais um dia de trabalho. Porém, a taberneira, uma bruxa cigana de idade avançada conhecedora das influências exercidas por um certo “Duende” flamenco, avista uma sombra mais profunda sob a penumbra do seu estabelecimento. Deparando-se com o Duende, percebe estar prestes a envolver-se, mais uma vez, em algo tão emocionante quanto perigoso.
Uma Farruca1 recebe em sua infância, dois braceletes de seu futuro marido. Já em Andaluzia, o farruco é assaltado e assassinado por um Cigano, em um Cais de Porto, que leva um dos braceletes. Fugindo desse Cigano, a Farruca vai se esconder em “El Pelicano”.
Anoitece. Músicos, vinho, festa. Mais uma noite começa. Porém, algo parece suspeito. A Farruca, disfarçada como homem, adentra El Pelicano fugindo de seu algoz. Deflagam-se, então, uma série de eventos que mudarão o seu destino. Por um lado, o duende encontra nela – tão aturdida pelo desespero – um alvo perfeito para ser tentado a levar esses sentimentos à fronteiras inimagináveis. Por outro lado, o sombrio e vingativo “gitano”, entra na taberna buscando sua presa. É iniciado, então, o plano caótico do duende. Tanto a Farruca quanto seu algoz são envolvidos em um perigoso jogo de ilusão, onde misturam-se baile, música e luta, culminando em sangrenta morte.
1Farruca – esposa de um Farruco, que é a denominação dada aos galegos que foram trabalhar em Andaluzia.

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